terça-feira, 9 de novembro de 2010

Mão na massa

Mão na massa


Empresas não esperam o governo e partem para aprimorar o processo de educação dos próprios colaboradores por conta própria.

Com a economia estabilizada e maior demanda de crédito a ser oferecido, o Brasil poderia estar rindo à toa. Mas ainda há muitos desafios a serem enfrentados para o País conseguir crescer de forma sustentável. Entre esses problemas está a falta de mão de obra qualificada. O setor privado considera que o governo pouco faz em relação ao assunto.
Mas enquanto não são tomadas medidas para melhorar a situação, as empresas começam a se mexer. É o caso da Deloitte e da TOTVS, que estão investindo em oferecer mais qualificação para os funcionários ou futuros profissionais da área em que essas empresas atuam.
A primeira irá criar, em até dois anos, a Deloitte University nos Estados Unidos com o objetivo de aprimorar os conhecimentos de seus colaboradores e fazer um intercâmbio entre eles para desenvolvem suas funções em diversas partes do mundo. Outra possibilidade é trazer professores para ensinar um pouco para os profissionais brasileiros. “Temos que chamar a responsabilidade para a gente também”, disse o sócio de Corporate Finance da Deloitte, Reinaldo de Oliveira, durante o debate “Agora vai? Os desafios para o crescimento do País”, em que o vice-presidente de Estratégia de Mercado da TOTVS, Rodrigo Caserta, também participou.
Segundo o executivo da TOTVS, a companhia também está investindo em qualificação profissional. Esse trabalho é feito de duas formas: a empresa tenta influenciar o acréscimo de conteúdos no currículo e tem um programa de capacitação interna em várias áreas, desde as técnicas até as de vendas.  “O BNDES não consegue atender tudo. Nem o setor privado”, disse Caserta.
Dinheiro tem, mas estão faltando projetos e garantias. O tempo de preparação de um profissional é muito grande. “E na prática o custo não desaparece na cadeia. Alguém paga por esse custo”, informou o executivo da TOTVS.


Outro desafio enfrentado pelas empresas, em especial as de pequeno e médio porte, é a necessidade de investir para adequar soluções para as áreas fiscal e tributária. Muitas adiam investimentos, pois constantemente terão que se adaptar a um novo modelo.


Para Oliveira, são muitos desafios, mas nunca estivemos em condições tão favoráveis para superá-los. Porém é preciso ficar atento ao crédito. “Tem que dar crédito para as pequenas empresas. Milhares de negócios estão nascendo por causa do crescimento econômico. É para esse pessoal que o dinheiro tem que chegar. Com menos encargo e menos burocracia.”

Fonte: HSM

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