quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Geração Y: o que querem e como lidar com eles?


A liderança jovem também foi destaque no 37º CONARH ABRH Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas, realizado nos dias 15, 16 e 17/08



Desafios, vida profissional condizente aos valores pessoais, ascensão acelerada, uso e adaptação às ferramentas tecnológicas são aspirações, habilidades e características bastante conhecidas do perfil geração Y.
O progresso desses profissionais é embasado no aprender a fazer coisas novas, aproveitando as ferramentas que as empresas disponibilizam. Em muitos casos, uma jornada flexível pode gerar mais motivação que o dinheiro, uma vez que os jovens não separam o que fazem no trabalho do que vivem fora dele. Tudo acontece em tempo integral.
Essa ‘não preocupação’ com horários faz com que eles se recusem a bater ponto na entrada e na saída, porque podem trabalhar o tempo todo. Julgam, também, com maior relevância, o impacto positivo de produtos e serviços na comunidade ou na sociedade. Preferem servir a marcas que fazem o bem e sempre escolherão, entre duas oportunidades de trabalho, a que prontificar esse compromisso.
Se hoje tudo pode ser feito a partir de um celular, laptop, iphone, ipad e redes sociais, o trabalho, que antes era obrigação e dever, vira compromisso desafiador, desde que não interfira na qualidade de vida. E esperam da empresa reconhecimento e confiança.
Inovação, redes sociais e retenção de talentos foram alguns dos temas tratados no Eixo Jovens Profissionais de RH no Conarh 2011. Confira a opinião de jovens analistas que estiveram presentes no CONARH ABRH 2011 – 37º Congresso Nacional sobre Gestão de Pessoas.

Cintia Perez, superintendente de RH da Ideal Invest
Como usar as redes sociais no trabalho – De que modo as redes sociais podem ajudar a empresa a inovar e por que muitas corporações ainda preferem proibir o acesso, mesmo sabendo que é possivel fazer uso das ferramentas até pelo celular? E ainda: como as ferramentas podem ser aproveitadas em processos de gestão do conhecimento?


Analu Araújo, analista de RH do Grupo Santander
Inovação em RH: uma forma de reter talentos – Processos e produtos inovadores aumentam os laços dos colaboradores com as corporações e criam signifcado para o trabalho.
O que é considerado inovador em RH e como inovar são os destaques desta entrevista ao Portal HSM.


Luiz Roberto Gobbo, analista de desenvolvimento da Camargo Correa
Liderança Y – A geração Y tem pressa de chegar a cargos de chefia? De que maneira a empresa o departamento de RH pode ajudar novos talentos a despontarem sem prejudicar os profissionais mais antigos?


quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Empresas dos sonhos dos jovens

Os profissionais em início de carreira já não se preocupam tanto com o salário que vão receber, mas com o ambiente em que vão trabalhar.



Pesquisa da Cia de Talentos mostra que das dez empresas em que os jovens brasileiros sonham trabalhar, seis são nacionais. Há nove anos, apenas uma era brasileira. Segundo a diretora da Cia de Talentos, Sofia Esteves, as corporações nacionais têm conquistado posições porque foram profissionalizadas, têm história de sucesso, estão sempre inovando, aplicam boa gestão de pessoas, enfim, tornaram-se orgulho nacional. 

Entre as primeiras colocadas estão: 

1-Google 
2-Petrobras (que por cinco anos manteve a liderança) 
3-Unilever
4-Vale
5-Natura
6-Nestlé
7-Itaú
8-Globo
9-Microsoft
10-AmBev

A pesquisa detectou que os jovens escolhem as empresas que desejam iniciar carreira pelo bom ambiente de trabalho, pela possibilidade de investimento no desenvolvimento profissional, pela qualidade de vida e, também, que estimulem o crescimento profissional e tenham boa imagem de credibilidade. Entre os pesquisados, 42% já estão trabalhando.
Cerca de 77% dos jovens querem trabalhar na área pública, sendo que 33% preferem atuar na indústria e 25% em serviços.
Segundo o levantamento, a maior parte dos jovens considera-se bem preparada (86%) para trabalhar nessas empresas e tem clareza do que deseja para sua carreira (76%).
Sofia Esteves afirmou que, pela pesquisa anterior, a categoria salário e benefícios era um dos cinco pontos mais importantes para a escolha de uma companhia para trabalhar. Agora, o bom ambiente de trabalho ganhou pontos entre os profissionais em início de carreira. “Querem ganhar dinheiro de forma coerente”, disse a empresária.
A expectativa de ficar na organização é de mais de 20 anos para 30% dos entrevistados. Há cinco anos, o tempo para ficar na companhia era de no máximo dois anos. “Se tiver uma boa relação na corporação, não tem porque mudar de emprego. Se houver respeito, troca, preferem ficar”, afirmou Sofia.  
A pesquisa mostra também que o jovem mudaria de emprego para ser promovido na outra empresa (31%), por salário maior (21%) e para viver outra cultura empresarial (15%).
Para 36% deles, sucesso é fazer o que gosta, e para 20%, equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Rede Globo

Para conquistar tais jovens, a Rede Globo tem estruturado programas estratégicos, parcerias e convênios com universidades. “O projeto está mobilizando a empresa toda”, disse a diretora de RH da empresa, Heloisa Machado, que também participou do painel na Estação de Conhecimento Brasil: Presença na Gestão que Dá Certo. Segundo ela, o jovem quer fazer o que gosta, mas também tem que entender o ambiente de trabalho.

Petrobras

No painel, o gerente de RH corporativo da Petrobras, Lairton Corrêa de Souza afirmou que o resultado da pesquisa tem ajudado no planejamento estratégico da organização. O processo seletivo da companhia também tem contribuído para dimensionar o efetivo e o desenvolvimento na formação das pessoas que vêm do mercado. De acordo com Souza, a pesquisa serve para a Petrobras analisar se os jovens vão gostar do que vão fazer na empresa, por exemplo. 
Acompanhe aqui a cobertura completa da Estação do Conhecimento Brasil: Presença na Gestão que dá Certo.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A empresa dos sonhos sob o olhar dos jovens


Profissionais da geração Y têm levado empresas a abrir mão de culturas tradicionais para instituir novas formas de gestão


As empresas estão cada vez mais ávidas por contratar profissionais dotados de um bom equilíbrio entre características como interesse, atitude e iniciativa, além de predisposição para aprender novos conceitos e soluções para novos problemas que atinja os resultados estratégicos propostos.

A lista de exigências não é mais unilateral, o que significa que os profissionais – em especial os jovens – também estão cada vez mais atentos na avaliação do que as empresas podem oferecer para suas vidas profissionais e pesando os prós e contras de empresas que demonstram valores diversos dos seus.

Se as empresas exigem dos profissionais habilidades e características como conhecimento de idiomas, participação em entidades acadêmicas, iniciação científica, intercâmbio e trabalhos voluntários, por exemplo, os profissionais esperam que elas os auxiliem a obter tais diferenciais competitivos tão estimados pelo mercado.

Segundo a pesquisa conduzida pela CareerBuilder e a Harris Interactive, as empresas têm se mobilizado para atender a essa nova demanda. Após entrevistar 2,5 mil profissionais de recursos humanos e gestores de pessoas, a pesquisa constatou que a chamada geração Y tem questionado cada vez mais os estilos de gestão e comunicação consolidados nas corporações.

Primando pela liberdade, 49% dos profissionais da geração y preferem se comunicar por meio de ferramentas tecnológicas (blogs, comunicadores instantâneos e mensagens de texto).

Já a pesquisa realizada anualmente pela Cia. de Talentos, em parceria com a NextView e a TNS e batizada de Empresas dos Sonhos dos Jovens, avalia mais de 35 mil respostas de universitários e recém-formados de cinco regiões do País, com a  finalidade de oferecer subsídios às empresas para atração, seleção, integração, desenvolvimento e retenção dos jovens, dentro de sua cultura organizacional e de seu modelo de negócios. Confira as respostas mais ouvidas:

Como escolhem?
  •     Bom ambiente de trabalho
  •     Possibilidade de desenvolvimento
  •     Qualidade de vida: significado no que está fazendo; senso de propósito
  •     Crescimento profissional
  •     Boa imagem no mercado (reputação, integridade, valores)

Como avaliam?
  •     Meios de comunicação = 58%
  •     Imagem da empresa = 57%
  •     Por alguém que trabalha lá = 41%

Gostariam de ser líder?

    * Sim = 87%
    * Não = 13%

Vantagens = ter a caneta para tomar decisões.
Desvantagens = muita pressão; influenciar a vida das pessoas.
O que querem os jovens 
O que as empresas oferecem 
74% dizem que os membros da geração Y querem ganhar mais
57% introduziram horários flexíveis
61% dizem que a geração Y quer horário flexível
33% implementaram programas de reconhecimento
56% dizem que a geração Y espera ser promovida dentro de um ano
26% permitiram acesso a novas tecnologias
37% acreditam que os profissionais da geração Y querem acesso ao que há de melhor em tecnologia
26% aumentaram salários e bônus
68% disseram que querem ficar mais de sete anos
24% aumentaram os programas de treinamento
20% pagam por celulares e Blackberrys
18% oferecem opções de trabalho remoto
02/09/2011

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Já chega! A geração Y nunca existiu

Os funcionários em sua empresa não são x, y, z ou qualquer outra classificação, mas pessoas mais ou menos resilientes; mais ou menos agressivas; mais ou menos ambiciosasA GfK, empresa especializada em pesquisas de mercado, desenvolveu um estudo envolvendo 29 países para analisar a satisfação dos jovens no mercado de trabalho. Entre os dados obtidos, um item chama a atenção: 39% dos entrevistados estão infelizes com o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. No Brasil, o descontentamento com a qualidade de vida é ainda mais impressionante: 59% dos jovens brasileiros têm "frequentemente" ou "quase sempre" esse sentimento.

Outro ponto surpreendente do estudo global é que 37% dos pesquisados alegaram que foram "forçados" a aceitar o trabalho no qual estão por causa da economia do seu país. Já entre os brasileiros, esse índice é mais baixo, 27%, por conta do aquecimento econômico. Só que aí, a tristeza fica para as corporações. Apesar das boas perspectivas de mercado, 69% das empresas, participantes de um estudo realizado pela CNI (Confederação Nacional das Indústrias), em abril deste ano, afirmaram que têm muita dificuldade em contratar mão-de-obra qualificada. Para agravar, até 2015, o país precisará de 8 milhões de novos empregos formais - 1,9 milhão ainda em 2011.

A solução encontrada pelas empresas nacionais para atenuar esse "apagão" de mão-de-obra tem sido contratar pessoas cada vez mais jovens. A tal geração Y – segundo os teóricos, pessoas intolerantes, impacientes e ambiciosas, que não param nos empregos e ficam desmotivados com muita facilidade. Neste contexto, acredito que essa história de geração X e Y (e agora Z) é uma simplificação que tem sido utilizada como um álibi para explicar as dificuldades em se reter pessoas. Na Espanha, por exemplo, como o desemprego entre os 18 e 24 anos é de quase 50% (no Brasil não chega a 15%) a rotatividade é baixíssima e os jovens que conseguem um emprego fazem o máximo para mantê-lo. Será que não há geração Y lá e em outros países com alto desemprego?

A resposta é que o contexto muda, e as pessoas simplesmente se adaptam conforme o novo ambiente. Ou seja, sempre houve - há 30 ou 50 anos atrás, indivíduos impacientes e ambiciosos, como também os tranquilos e estáveis. Só que as regras eram outras, pois se cobrava resultados em longo prazo e, mesmo os agitados, se conformavam em ter um ou dois empregos durante a vida. Hoje a realidade é outra. Se uma empresa no Brasil contrata alguém que além de um bom currículo seja impaciente, ambicioso e competente e não dá oportunidades claras de crescimento, o que ocorre? Esse profissional arrumará outro emprego em pouco tempo! Seria um milagre se ele ficasse alguns anos (como ocorria há 30 anos) esperando ser notado, num mercado com desemprego baixíssimo e com enorme falta de mão-de-obra qualificada. Não cuidou bem, eles se mandam e aí aparece a clássica explicação: 'é que ele é da geração Y'. Aqui prevalece uma regra simples: tigre precisa de carne, não de alpiste.

Os funcionários em sua empresa não são x, y, z ou qualquer outra classificação, mas pessoas mais ou menos resilientes; mais ou menos agressivas; mais ou menos ambiciosas; e isso está ligado tanto com a personalidade (que mudará pouco) quanto com a atividade econômica (que continuará mudando muito). Se houver uma crise grave e o desemprego crescer, a geração "Y" desaparece e o jovem, antes exigente, aceitará o emprego que aparecer, ficando por lá até a situação melhorar. Sempre foi assim e sempre será.

O problema apontado pela pesquisa reflete o despreparo que sofrem muitas empresas, que não têm sabido escolher profissionais com perfis comportamentais adequados para cada função. A empresa contrata errado, o contratado fica infeliz (ele também não sabe o porquê), vai para outra empresa e ciclo vicioso se repete. A solução está no desenvolvimento de uma nova visão na área de Recursos Humanos, capaz de interpretar as necessidades, a personalidade e as atitudes das pessoas, independente da idade.

Para tanto, autoconhecimento e feedback 360 graus com frequência resolvem a maioria dos problemas. Infelizmente o processo de autoconhecimento e feedback interno ainda são vistos como uma atividade chata e até como desperdício de tempo. Para quebrar este paradigma, a participação e o comprometimento do CEO com o processo é indispensável, pois o exemplo vem de cima. Ele tem que demonstrar - a começar por si, que as pessoas certas nos lugares certos é o que fazem uma empresa ter alta performance, o resto é discurso.

Eduardo Ferraz é consultor em Gestão de Pessoas e especialista em treinamentos e consultorias "in company", com aplicações práticas da Neurociência comportamental, possuindo mais de 30.000 horas de experiência prática. É pós-graduado em Direção de Empresas, especializado em Coordenação e Dinâmica de Grupos e autor do livro "Por que a gente é do jeito que a gente é?", da Editora Gente. 



Fonte: http://www.administradores.com.br/informe-se/carreira-e-rh/ja-chega-a-geracao-y-nunca-existiu/47148/


segunda-feira, 13 de junho de 2011

Como formar o preço?

Valores altos ou baixos muitas vezes não têm nada a ver com cálculo de preços e sim, com formação. Saiba mais.

O preço que sua empresa está cobrando de seu produto é o justo? Quantas vezes você já não se deparou com distorções enormes em preços de produtos? O que leva uma empresa a cobrar valores altíssimos, quais os riscos? E as que cobram valores muito baixos, quais os cuidados?
 
Difícil, se não impossível, encontrar um empresário que nunca tenha pensado em alguns desses pontos e que não se questione se suas estratégias de preços estão corretas. As várias fórmulas desenvolvidas para encontrar o preço a ser cobrado dos produtos, são apenas um dos fatores na formação do preço.
 
“Existe uma grande confusão entre os termos cálculo de preços e formação de preços de produtos ou serviços, sendo que o cálculo é apenas um dos itens na formação do preço. Isso ocorre porque ainda hoje temos empresários que não tiveram oportunidade de se aprofundar sobre esse tema, o que causa conseqüências muito graves para suas corporações”, explica Marcos Rodrigues, gerente de auditoria da PP&C Auditores Independentes.
 
Por isso, que freqüentemente são questionados os preços caríssimos de marcas como Channel ou Luis Vuitton, os preços baratos de empresas como WalMart e os longos parcelamentos da Casas Bahia, por exemplo. 

A questão maior é que esses valores não têm nada com cálculo de preços e sim, com formação, na qual o empresário deve passar por alguns passos básicos para encontrar o preço do produto que mais está adequado a sua realidade. 
 
O primeiro passo para formação é a definição do objetivo que pretende atingir com o preço que será praticado. Para isso é fundamental uma reflexão sobre qual é o momento que a empresa atravessa e onde se pretende chegar nos próximos meses. 

Assim existem as empresas que querem sobreviver, maximizar o lucro total, maximizar a participação de mercado, liderar em qualidade de produto, dentre outros.
 
Depois de definido o objetivo será necessário avaliar a demanda, nela será analisado quanto as pessoas irão comprar a preços diferentes. “Na demanda é que se estabelece o teto para o preço que pode ser cobrado, isso porque cada preço resulta em um nível diferente de demanda, e, portanto, tem um impacto diferente nos objetivos”, explica Rodrigues.

Existe por exemplo, a demanda elástica, em que a demanda e preço são inversamente proporcionais. Neste caso, quanto maior o preço, menor a quantidade vendida. E também a demanda inelástica, em que o preço não impacta, ou impacta pouco, na demanda do produto ou serviço.
 
Se na demanda encontramos o teto, é no próximo passo, o custo, que encontramos o piso do preço a ser praticado. “São gastos que a entidade realiza com o objetivo de por o seu produto pronto para ser comercializado, fabricando-o ou apenas revendendo-o, ou o de cumprir com o seu serviço contratado” explica o gerente da PP&C Auditores Independentes.

Quando se pensa em custos, é importante reforçar que existe uma diferenciação entre custo (um desembolso que traz um retorno financeiro e pertence à atividade fim, pela qual a entidade foi criada) e despesa (que é um gasto com a atividade-meio e não gera retorno financeiro).
 
Entre os pontos que devem ser levados em conta na formação do preço de um produto estão os custos fixos, custos variáveis. No primeiro caso serão considerados materiais necessários para confecção ou para aplicação de um serviço, mão de obra direta (incluindo encargos) e despesas fixas para manutenção da empresa. 

Já nos custos variáveis entram impostos como PIS Sobre Venda; Cofins Sobre Venda, ICMS Sobre Venda, IPI Sobre Venda, CPMF Sobre Receita, comissão sobre receita, IRPJ Sobre Lucro  Presumido, CSLL Sobre Lucro Presumido  e INSS sobre mão de obra. 
 
Análise dos concorrentes é fundamental
 
Definidos os custos, o próximo passo é fazer uma análise dos concorrentes. “O empresário ou gestor deve se ater a uma análise do preço do concorrente mais próximo. Além disso, fazer uma comparação para obter as diferenças das ofertas, como por exemplo, características não oferecidas pelo concorrente, que podem agregar ao preço e analisar os diferenciais que o concorrente possui, com base nisso a empresa decide se irá cobrar mais, o mesmo ou menos que o concorrente”, explica Rodrigues, gerente de auditoria. 
 
Mas tem que se atentar sobre os diferenciais, pois, esses só podem agregar ao preço se ele for realmente percebido pelos clientes. Muitas vezes, diferenciais são postos no preço e na verdade, não tem valor nenhum para o cliente.

Dados os quatro primeiros passos, chega a hora de determinar o preço, isso dependerá diretamente do que foi obtido nos passos anteriores. Dos quais a demanda determina o teto, o custo o piso e a concorrência um ponto de referência.
 
Métodos de determinação de preços: 

Preço de markup - O markup é um padrão, mas pode variar de acordo com as categorias de produtos. A utilização de markups-padrão não têm muito sentido. Qualquer negócio que não levar em consideração a demanda atual, o valor percebido e a concorrência, provavelmente não desenvolverá um preço ótimo. 
 
Preço de retorno alvo: consiste em conseguir um retorno justo sobre os investimentos. Todavia, é fundamental levar em consideração os preços praticados no mercado pela concorrência. 
 
Preço de valor percebido: de acordo com as percepções dos compradores. 
 
Preço de valor: preço relativamente baixo para uma oferta de alta qualidade, preços baixos todos os dias. Postula que o preço de valor deve representar um alto valor para os consumidores. 
 
Preço de mercado: preço baseado nos preços dos concorrentes. 
 
Preço de leilão: que tem por objetivo desovar excessos de estoques ou comercializar artigos de segunda mão. 
 
“A determinação do preço de um produto demanda a avaliação de diversos critérios que diferenciarão uma empresa do sucesso ou fracasso de suas ações. Normalmente as empresas que calculam seus preços a partir apenas de uma das variáveis apresentadas, deixam de ganhar ou perdem mercado”, finaliza o gerente da PP&C Auditores, Marcos Rodrigues.


Portal HSM

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Mudança de atitude

Uma premissa essencial no ambiente corporativo é que todos querem crescer, tanto empresários, quanto funcionários. Baseado nesse princípio, é possível dizer que a motivação é um dos principais critérios que devem existir numa empresa.

A importância de saber como motivar e quais os meios para conseguir os melhores resultados. Existem algumas formas clássicas como: a motivação pelo medo, que utiliza como base a punição e, para um líder que sabe aplicá-la, apresenta resultados importantes. A grande pergunta é a seguinte: será que essa forma funciona? Muitas vezes sim.

O desafio é escolher o corretivo adequado. Tirar alguma coisa que uma pessoa gosta é uma dessas formas. O indivíduo responderá a esse estímulo imediatamente. Porém, todo estímulo externo gera comportamentos temporários. Outra forma adotada é por meio do incentivo, que utiliza o prêmio como base. Ela promove menos agressões. Entretanto, envereda por um caminho que é chamado de 'círculo-vicioso'. Isto é, a melhora do prêmio é sempre esperada, caso contrário o efeito é cessado tornando-se algo temporário.

Além dessas duas maneira, existe outra que é a mais eficiente. A estratégia mais adequada é a adoção de um sistema que proporcione o “círculo-virtuoso”. Para tanto, é necessário buscar uma forma de motivação que gere comportamentos permanentes. E esse objetivo só pode ser alcançado caso as pessoas busquem valores internos que proporcionem real mudança de atitude – conhecida como automotivação.

Em um ambiente empresarial, a forma de motivação ideal é esta última. Motivar funcionários pelo medo faz apenas com que eles temam seus superiores e passem a produzir e criar menos, graças ao medo de alguma punição. Por incentivo também não é eficaz, pois eles apenas responderão aos estimúlos que os apeteçam e, entre muitos funcionários, nem todos querem o mesmo. Além disso, vai ficando cada vez mais difícil contentar o colaborador e, gradualmente, tudo requererá algum prêmio. Já com a automotivação, o funcionário responderá aos próprios estímulos e produzirá cada vez mais, para ficar satisfeito consigo mesmo, independente de gratificações ou punições. A automotivação é a chave para o sucesso. Aquele empresário que conseguir formar um grupo de automotivados terá uma vantagem competitiva importante.

Mas como fazer para conciliar os objetivos dos funcionários e da empresa? A melhor forma de se fazer isso é compatibilizar as metas de ambos. Ou seja, a instituição o deve conhecer as metas pessoais de cada colaborador, para, desta forma, saber quais são suas ambições e desejos. Para isso, é importante abrir uma discussão com todos, para que as metas da empresa sejam alcançadas ao mesmo tempo em que as pessoais, de cada um, também sejam. Com isto, o funcionário mantém-se automotivado, pois sabe que não está trabalhando somente por números impostos pela empresa, mas também trabalha sabendo que está atingindo suas metas pessoais.

Outra grande dica para obter sucesso com os colaboradores é a existência de um canal de comunicação aberto entre os vendedores e o lojista, por exemplo. Devem surgir idéias para que todos trabalhem juntos, em busca dos próprios objetivos e dos objetivos da empresa.  No momento de propor campanhas, deve-se mostrar aos funcionários o quão importantes eles são para o próprio sucesso e o quão são fundamentais, também, para trazer o sucesso à empresa.

O principal motivo para o fracasso de uma loja está no fato de a gerência não se basear em estatísticas. Um bom gerente não faz novos pedidos de mercadorias sem primeiro verificar como foi a venda delas no passado. No entanto, muitos gestores ainda conduzem seus vendedores pela intuição e não pela razão. Raramente têm metas. Eles não sabem se os vendedores têm bom desempenho, e esses, por sua vez não sabem o que se espera deles. Ou o varejista dirige sua loja orientado para metas ou não. E as metas têm que ser escritas. Quando as metas não são escritas no papel, não se estabelece um compromisso. Deve haver padrões mínimos de desempenho em vendas, para que um vendedor continue a trabalhar em sua loja. O principal inibidor de compras, em qualquer loja, é o mau-humor do pessoal que atende o cliente em qualquer fase do processo. O “clima” propício para a conquista de clientes fiéis é construído muito mais por prestatividade e sorrisos do que por qualquer recurso de decoração, iluminação, tecnologia ou preços baixos.

O primeiro requisito essencial a todo homem, para encontrar uma vida digna de ser vivida, é ter atitude mental positiva. O trabalho que se realiza tem a dimensão do conceito que se faz dele: penitência ou satisfação. Deve-se encarar o trabalho como um universo, não como uma colcha de retalhos de funções rotineiras. Todo trabalho tem uma dimensão humana. Trate, pois, de dar-lhe significados. Muito mais do que uma maneira de ganhar a vida, qualquer atividade profissional presta serviço a alguém. Ter consciência de que ele contribui para o crescimento dos outros é a inspiração que acrescenta um pouco de ritmo ao próprio trabalho.

É fundamental que o empresário aprenda os mecanismos da motivação para transferir esse aprendizado aos seus comandados. Ele precisa ter metas bem claras em todas as áreas da vida para que, associadas com uma atitude mental positiva, gere automotivação. Esta é a postura ideal de todo gestor bem-sucedido.

Por Wilson Mileris (especialista em motivação. Atua há 25 anos como conferencista, treinador e consultor nas áreas de liderança, motivação e vendas)